quinta-feira, 8 de junho de 2017

De Puno a Cusco via terrestre - Pukara, La Raya, Raqchi, Sicuani e Andahualillas


No dia seguinte, acordamos cedo para dar continuidade a nossa viagem até Cusco. Infelizmente, em função do nosso tempo, não pudemos conhecer muito bem a cidade de Puno durante o dia, apenas uma passada rápida na Praça das Armas para uma foto.


Saímos do nosso hotel às 7h, o percurso de Puno a Cusco é de 380Km. No caminho, mais uma vez fomos surpreendidos por paisagens belíssimas em mais um dia lindo de sol. Depois de duas horas na van, apreciando cada momento desses lindos lugares, fizemos nossa primeira parada na cidade de Pukara




A cidade aparentemente é bem pequena, pelo menos a parte histórica onde estávamos. Muito interessante o contraste da pequena cidade e da igreja com o morro logo atrás. Aqui, o guia nos levou para conhecer um museu sobre a história dos incas e pré-incas, repleto de artefatos originais. Passeamos também pela praça central, onde vendem os "toritos", bem populares nessa região do Peru, é comum ver nos telhados das casas peruanas dois touros de barro, para trazer sorte e proteção, provável resquício da influência espanhola. Por via das dúvidas, compramos nossos "toritos" também, para garantir!

Seguimos vigem até La Raya, onde fizemos mais uma parada, agora simplesmente para apreciar a paisagem e fazer alguns registros. La Raya é o trecho mais alto entre Puno e Cusco, 4.335 metros acima do nível do mar, lá é possível ver as montanhas com gelo bem de "pertinho".







 Nessa parada tem um tipo de feira ao ar livre com muitos artesanatos lindos (e carinho), também tem banheiros para os turistas.










A parada seguinte foi a última que fizemos antes do almoço, em Raqchi, um sítio arqueológico que abriga diversas obras incas muito importantes, entre elas o Templo Wiraqocha, o maior templo inca, construído em homenagem ao Deus Wiraqocha, o mais importante de todos. Outro setor muito importante é o das colcas, enormes e inúmero (aproximadamente 120) silos que os incas utilizavam para armazenar alimentos, já que produziam 200% do que consumiam. Também chama a atenção o aqueduto construído por eles (e ainda em funcionamento) que traz a água que brota nas montanhas até Raqchi.


 Parede do Templo de Wiraqocha


 Raqchi era parada obrigatória para descanso e oração para aquele que estava peregrinando em direção a Machu Picchu

 Onde ficavam os silos


 Silos ainda inteiros


Aqueduto em funcionamento 

 Trilha Inca original


Lago artificial

Depois das 13h chegamos na cidade de Sicuani, onde fizemos uma parada para o almoço no restaurante Feliphon. Comida agradável e um ótimo lugar para descansar um pouco.

Seguimos nossa viagem, agora com bem menos paradas, rumo a Cusco. Antes de chegarmos no nosso destino, ainda iriamos conhecer Andahuaylillas. Esse último trecho de van foi o mais cansativo, pois ainda tínhamos várias horas de viagem pela frente e apenas mais uma parada. Nosso guia fez uma pausa "não programada" para vermos uma ponte-pênsil, nenhuma novidade para nós, mas foi bom para espicharmos as pernas.







Perto das 17h chegamos na nossa última parada antes de Cusco, em Andahuaylillas, fomos conhecer a Igreja de San Pedro de Andahuaylillas, considerada a Capela Sistina da América, devido a qualidade de seus acervos, infelizmente não é permitido fotografar dentro da igreja, mas é um local muito bonito para conhecer e gostamos muito, apesar do cansaço que já sentíamos a essa altura da viagem.


 Praça das Armas


Já era início da noite quando chegamos em Cusco,fomos direto para o hotel, nos instalamos, deixamos as malas e saímos para jantar, fomos no restaurante Valentina, indicado pelo hotel, comida muito boa, música ao vivo, mas um pouco caro. Depois fomos descansar, para estarmos preparados para o dia seguinte, afinal, nossa aventura inca estava apenas começando.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

De La Paz a Puno via terrestre - Lago Titicaca, Copacabana, Isla de Los Uros

Saímos do nosso hotel em La Paz por volta das 6h da manhã da terça-feira, dia 18 de abril, com destino final em Cusco. Fizemos uma parada em Puno para conhecer a Isla de Los Uros e dormir.


A saída de La Paz é muito tumultuada, mesmo àquele horário o trânsito já é desorganizado, então o início da viagem acaba sendo um pouco caótico. A medida que fomos nos afastando da cidade grande e subindo em direção a fronteira com o Peru o trânsito foi diminuindo, até quase sumir e começamos a ser surpreendidos com paisagens lindas, de muita natureza e sempre acompanhados pela cordilheira dos andes, montanhas surpreendentemente altas e seus encantadores picos nevados.


Plantação de Quinoa 
Depois de algum tempo de viagem, começamos a enxergar o Lago Titicaca, o guia parou para que já pudéssemos fazer alguns registros do lado Boliviano do lago.



A partir daí, andamos paralelamente ao lago até chegarmos em Puno. O Lago Titicaca fica na fronteira entre Peru e Bolívia, tendo uma porção em cada país. É o lago navegável mais alto do mundo (3.800m de altitude) e, em volume de água, é o maior da América do Sul.

Quase três horas depois de sairmos de La Paz, chegamos em um ponto em que precisamos atravessar o Titicaca para seguir viagem. Todos descem da van e entram em um barquinho (2,00 bolivianos por pessoa), a van vai sozinha em uma balsa. A travessia é bem rápida, pouco mais de 5 minutos.







Esperamos nossa van chegar (levou, no máximo, 30 minutos até estarmos prontos para seguir viagem) e embarcamos. Fizemos mais um parada para apreciar as paisagens proporcionadas pelo Titicaca.





Seguindo caminho, mais uma hora  de viagem, chegamos na cidade de Copacabana. Apesar de não ser muito grande, é a principal cidade do Lago Titicaca na Bolívia. Fica na fronteira com o Peru. "Dizem" que a Copacabana boliviana foi batizada antes da Copacabana brasileira, e que a nossa recebeu esse nome em função da deles. O nome vem de kota kahuana do dialeto Ayamara, que significa "vista do lago".


 Visitamos a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, o principal ponto turístico da cidade. Fora isso, a cidadezinha também é bem interessante para uma caminhada, tomamos um café e pudemos reparar que há uma quantidade bem grande de hosteis por lá e muitso mochileiros pelas ruas.










Mais uma vez nosso almoço foi um "box lunch"bem completinho, como o do dia anterior.



Nos afastando um pouco do centro da cidade, já chegamos na fronteira com o Peru, onde tivemos que fazer todo o processo de imigração. Muito importante: no voo de Lima para La Paz, recebemos um série de formulário que precisaram ser preenchidos e entregues no desembarque, um deles, um papelzinho verde, é devolvido para nós, guarde muito bem esse papel, caso você não tenha ele na hora de fazer a saída da Bolívia, você precisa ir até a embaixada brasileira que, no caso, fica em La Paz, então, sempre guarde qualquer papel que receber na entrada ou saída de algum país até concluir 100% da sua viagem.

Burocracias a parte, atravessamos a fronteira, nos despedimos do nosso guia Cesar e já estávamos sendo aguardados por outra van com um guia peruano.


Nessa parte da viagem, fomos direto até Puno, mais umas 3h de viagem. A principal atração turística de Puno, o que atrai muitos turistas para lá, são as Ilhas flutuantes dos Uros.
Chegamos em Puno às 16h da tarde e fomos direto ao pier pegar o barco que nos levou até as ilhas. Existem muitos barcos, não precisa necessariamente comprar o passeio com antecedência (no caso, nós compramos), você pode adquirir um pacote no hotel em que estiver hospedado mesmo.












O Passeio é rápido,  menos de duas horas. No caminho até as ilhas o guia passa algumas informações gerais e, chegando lá, um nativo dá explicações mais específicas. Fomos recebidos com muita simpatia por uma família. Os Uros são um povo pré-colombiano que criou as ilhas flutuantes como forma de se proteger de povos invasores. As ilhas são feitas de xaxim e junco (totora) e estão em constante manutenção. Os Uros vivem integralmente nas ilhas, independente do frio ou da chuva. Ao todo são quase 90 ilhas habitadas por 300 famílias. Eles organizam um rodízio de ilhas (cada dia um conjunto de ilhas recebe turista) e nelas, após a apresentação feita pela própria família, são vendidos os artesanatos.















Mais um passeio lindo e, mais uma vez, completamente diferente de tudo que já vimos. 
Ao voltarmos para Puno, fomos jantar e seguimos para o hotel onde descansamos e nos preparamos para o próximo dia de viagem.



Em Puno ficamos hospedados no Hotel Qelqatani.