quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cusco, o "umbigo do mundo" - Korikancha, Catedral Basílica da Virgem da Assunção, Sacqsayhuamán, Q'enqo e Tambomachay

No nosso sétimo dia de viagem, demos continuidade na nossa aventura inca fazendo um city tour por Cusco, incluindo algumas ruínas incas.



Saímos de manhã, não tão cedo dessa vez, às 9h. E começamos por Korikancha, o templo do Sol. Korikancha é o símbolo da imposição hispânica sobre a cultura inca, já que, os espanhóis construíram o suntuoso Convento de Santo Domingo sobre o templo Inca. Hoje este local representa perfeitamente a fusão das duas culturas, pois, ao adentrar no convento, é possível ver perfeitamente as estruturas que constituíam os templos Incas, entre eles o Templo do Sol. De acordo com os guias, antes dos espanhóis, as construções eram inteiramente cobertas por ouro, inclusive, segundo o relato de cronistas da época, havia um jardim, todo ele decorado com esculturas em ouro. Era em Korikancha que os membros das tribos conquistadas iam fazer suas oferendas, dentro do templo era o local de oração das mais altas personalidades da época. As pedras polidas utilizadas para fazer as construções e os encaixes harmoniosos impressionam.

Entrada do Convento de Santo Domingo

Parte interna do convento, construída de forma que cobrisse os templos incas

Estrutura Original de um templo Inca. 

Estrutura original de um templo Inca

Jardim onde, de acordo com cronistas da época, era inteiramente coberto de ouro
De lá, fomos para a Praça das Armas de Cusco. Pelos Incas era conhecida como Huacaypata, lugar de encontro. Essa praça é o principal cartão postal da cidade, concentra duas grandes obras e diversos serviços para turistas, como restaurantes e casas de câmbio. Foi nessa praça que o colonizador espanhol Francisco Pizarro declarou a conquista de Cusco. As grandes obras construídas na praça são o Templo de La Compañia de Jusus e a Catedral Basílica da Virgem da Assunção, esta última, foi a que tivemos a oportunidade de conhecer o interior.

Praça das Armas
Catedral Basílica da Virgem da Assunção e Templo de La Compañia de Jusus




Templo de La Compañia de Jusus




A Catedral Basílica da Virgem da Assunção começou a ser construída pelos espanhóis em 1560 e ficou pronta 100 anos mais tarde. A parte principal da catedral foi edificada sobre o local onde estava o palácio do Inca Wiracocha, e foram utilizadas para sua construção as pedras encontradas na fortaleza de Sacqsayhuamán, local que conhecemos mais tarde.
A catedral possui 3 grandes ambientes, 11 capelas e inúmeras esculturas e pinturas, réplicas feitas por indígenas de obras espanholas e outras obras originais indígenas. Durante a visita é possível observar a evolução das obras a medida que o índios vão "ganhando liberdade" de colocar sua própria identidade nas obras. Infelizmente não é possível fotografar o interior da igreja.




Em seguida, fomos de van até o complexo arqueológico de Sacqsayhuamán, localizado 2km do centro de Cusco. Sacqsayhuamán foi construída para fins militares, em 1438, como um tipo de fortaleza para proteger a cidade de tribos invasoras. Hoje, podemos ver apenas 20% do que um dia foi Sacqsayhuamán, pois os espanhóis utilizaram as pedras que encontraram lá para construir casas e prédios em Cusco. Ainda assim, as pedras que restaram impressionam muito pelo tamanho e a forma inimaginável de como foram encaixadas umas nas outras.








Seguindo pelo complexo arqueológico de Cusco, fomos a Q'enqo, mais ou menos 4km de distância da cidade. Este lugar, imagina-se, era utilizado para ritos, por fora, tem formato semilunar, como um anfiteatro, que poderia ser utilizado altar ou tribunal, por exemplo. a parte interna é formada por galerias subterrâneas e, no centro, uma grande pedra lisa e muito gelada (devido a sua localização e posição) possivelmente utilizada como mesa mortuária onde os corpos eram embalsamados.









De Q'enqo fomos para  Tambomachay. Aproximadamente 5km de Cusco, Tambomachay era o templo de adoração à água, também conhecido como Banho do Inca, servia como local de descanso e refresco para os Incas durante suas jornadas. A água que sai pelas pequenas fontes de Tambomachay é direcionada para lá através de um complexo sistema de aquedutos que funciona até hoje.







Eram aproximadamente 14h quando encerramos nosso city tour. O guia nos deixou na Praça das Armas e, como ninguém é de ferro, fomos almoçar no KFC. Após o almoço, parte do nosso grupo optou em ir para o hotel descansar, enquanto isso, fomos dar mais algumas voltas por Cusco.

Aproveitamos para caminhar pelo centro com muita calma, aproveitando a energia maravilhosa que essa cidade passa. Meus amigos! Que lugar! Ao mesmo tempo em que tem turistas do mundo todo por todas as partes, ela conserva uma simplicidade e uma originalidade que faz a gente nunca mais querer ir embora de lá.

 














Entre nossas caminhadas aproveitamos para conhecer a pedra de 12 ângulos, 12 ângulos que encaixam-se perfeitamente com as outra pedras, simbolizando o máximo da perfeição arquitetônica Inca, por isso sua importância.


Também fomos até o Mercado São Pedro, uma espécie de mercado público que vende tudo, literalmente "junto e misturado" são souvenires, carnes, frutas, grão, pães.... expostos e vendidos em sua local. Não garantimos a higiene, mas com certeza é um lugar que vale conhecer, parece ser algo bem tradicional para os peruanos (não abre aos domingos).


Para finalizar a noite fomos Jantar na Praça das Armas, no Cava Mora Restobar

quinta-feira, 8 de junho de 2017

De Puno a Cusco via terrestre - Pukara, La Raya, Raqchi, Sicuani e Andahualillas


No dia seguinte, acordamos cedo para dar continuidade a nossa viagem até Cusco. Infelizmente, em função do nosso tempo, não pudemos conhecer muito bem a cidade de Puno durante o dia, apenas uma passada rápida na Praça das Armas para uma foto.


Saímos do nosso hotel às 7h, o percurso de Puno a Cusco é de 380Km. No caminho, mais uma vez fomos surpreendidos por paisagens belíssimas em mais um dia lindo de sol. Depois de duas horas na van, apreciando cada momento desses lindos lugares, fizemos nossa primeira parada na cidade de Pukara




A cidade aparentemente é bem pequena, pelo menos a parte histórica onde estávamos. Muito interessante o contraste da pequena cidade e da igreja com o morro logo atrás. Aqui, o guia nos levou para conhecer um museu sobre a história dos incas e pré-incas, repleto de artefatos originais. Passeamos também pela praça central, onde vendem os "toritos", bem populares nessa região do Peru, é comum ver nos telhados das casas peruanas dois touros de barro, para trazer sorte e proteção, provável resquício da influência espanhola. Por via das dúvidas, compramos nossos "toritos" também, para garantir!

Seguimos vigem até La Raya, onde fizemos mais uma parada, agora simplesmente para apreciar a paisagem e fazer alguns registros. La Raya é o trecho mais alto entre Puno e Cusco, 4.335 metros acima do nível do mar, lá é possível ver as montanhas com gelo bem de "pertinho".







 Nessa parada tem um tipo de feira ao ar livre com muitos artesanatos lindos (e carinho), também tem banheiros para os turistas.










A parada seguinte foi a última que fizemos antes do almoço, em Raqchi, um sítio arqueológico que abriga diversas obras incas muito importantes, entre elas o Templo Wiraqocha, o maior templo inca, construído em homenagem ao Deus Wiraqocha, o mais importante de todos. Outro setor muito importante é o das colcas, enormes e inúmero (aproximadamente 120) silos que os incas utilizavam para armazenar alimentos, já que produziam 200% do que consumiam. Também chama a atenção o aqueduto construído por eles (e ainda em funcionamento) que traz a água que brota nas montanhas até Raqchi.


 Parede do Templo de Wiraqocha


 Raqchi era parada obrigatória para descanso e oração para aquele que estava peregrinando em direção a Machu Picchu

 Onde ficavam os silos


 Silos ainda inteiros


Aqueduto em funcionamento 

 Trilha Inca original


Lago artificial

Depois das 13h chegamos na cidade de Sicuani, onde fizemos uma parada para o almoço no restaurante Feliphon. Comida agradável e um ótimo lugar para descansar um pouco.

Seguimos nossa viagem, agora com bem menos paradas, rumo a Cusco. Antes de chegarmos no nosso destino, ainda iriamos conhecer Andahuaylillas. Esse último trecho de van foi o mais cansativo, pois ainda tínhamos várias horas de viagem pela frente e apenas mais uma parada. Nosso guia fez uma pausa "não programada" para vermos uma ponte-pênsil, nenhuma novidade para nós, mas foi bom para espicharmos as pernas.







Perto das 17h chegamos na nossa última parada antes de Cusco, em Andahuaylillas, fomos conhecer a Igreja de San Pedro de Andahuaylillas, considerada a Capela Sistina da América, devido a qualidade de seus acervos, infelizmente não é permitido fotografar dentro da igreja, mas é um local muito bonito para conhecer e gostamos muito, apesar do cansaço que já sentíamos a essa altura da viagem.


 Praça das Armas


Já era início da noite quando chegamos em Cusco,fomos direto para o hotel, nos instalamos, deixamos as malas e saímos para jantar, fomos no restaurante Valentina, indicado pelo hotel, comida muito boa, música ao vivo, mas um pouco caro. Depois fomos descansar, para estarmos preparados para o dia seguinte, afinal, nossa aventura inca estava apenas começando.